Michel Temer
[Fotografia: Reuters]

Michel Temer: "Não renunciarei"

Michel Temer foi gravado a autorizar um suborno para comprar o silêncio do antigo líder da Câmara dos Deputados, mas garante que não vai ser isso que o vai fazer querer afastar-se da presidência do Brasil. O Presidente brasileiro declarou que não tem nada a esconder e que não teme qualquer tipo de investigação.

O presidente que "impeachou" Dilma Rousseff pode estar em risco de, ele próprio, sofrer um impeachment. Michel Temer, no entanto, garantiu, em comunicação no palácio do Planalto, em Brasília, que não tenciona renunciar ao cargo que ocupa.

"Não renunciarei. Repito, não renunciarei. Não renunciarei, sei o que fiz, e sei da correção dos meus atos".

A sessão não teve direito a intervenção dos jornalistas, mas o político manteve-se seguro nas suas declarações, afirmando que nunca fez parte de um plano de suborno.

Ouvi relato do empresário, dizendo que auxiliava a família do ex-parlamentar. Não solicitei que isso acontecesse (...) Repito: em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém".

Relembre que, esta quarta-feira, foi revelado que o empresário Joesley Batista teria gravado a conversa que tivera com o Presidente, no dia 7 de março. Temer teria assentido a que ele continuasse a pagar mensalmente subornos ao detido ex-deputado, Eduardo Cunha, para que este não contasse o que sabe à Justiça.

Esta conversa, com uma duração de 39 minutos, teve como principal tópico a investigações da Lava Jato e chegou a público na quinta-feira.

 

 

Quanto ao áudio, Michel Temer declarou que as "conversas gravadas clandestinamente trouxeram de volta o fantasma da crise política. E todo o esforço de tirar o país da crise pode-se tornar inútil".

“Tentei conhecer o conteúdo das gravações que me citam. Solicitei oficialmente acesso a esses documentos, mas até ao presente momento não o consegui", rematou, incentivando a continuação da investigação levada a cabo pelo Supremo Tribunal.

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