Trump tem mandado prender alegados membros de gangues por causa das sapatilhas que usam

Trump abre guerra aos gangues... por causa das sapatilhas que usam

A abordagem que a administração Trump tem feito ao gangue internacional MS-13 já levou a centenas de detenções em Long Island, perto de Nova Iorque, e um dos fatores que levou a que vários jovens tenham sido identificados como membros do gangue tem sido as sapatilhas que usam.

Trata-se do modelo clássico Cortez, da Nike, lançado em 1972, durante os Jogos Olímpicos desse ano. O sucesso que conheceu justifica-se pelo facto de os consumidores verem muitos dos atletas que participavam no evento.

Estas sapatilhas foram adotadas pelo gangue MS-13, que nasceu em Los Angeles, muito por causa da influência da máfia mexicana na zona. De acordo com os mitos urbanos de LA, terá sido a história do México que inspirou o nome da sapatilha: a conquista do império azteca por Hernán Cortés, um conquistador espanhol.

As Reebok eram tradicionalmente as sapatilhas favoritas do conhecido gangue Bloods. Em conjunto com Kendrick Lamar, a Reebok tentou transmitir uma mensagem unificadora ao desenhar modelos de sapatilhas com elementos vermelhos e azuis, as cores utilizadas pelo gangue Bloods (vermelho) e o rival Crips (azul).

O panorama dos gangues, hoje em dia, tem-se tornado mais complexo, com o aparecimento de gangues locais, mais pequenos. Os elementos identificadores mantêm-se, em muitos casos, mas "mudam como o tempo", segundo o Ronald 'Cook' Barrett, um especialista em prevenção contra gangues, localizado na Albânia.

De acordo com Barrett, exemplo disso é este gangue MS-13 com que a administração de Donald Trump pretende acabar. Os membros deste gangue já não usam as sapatilhas Cortez, da Nike, tendo mudado para a Adidas.

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