UNO
Foto: Pixabay

Português criou código que permite daltónicos jogarem ao UNO

O popular jogo de cartas funciona à base de números e cores. Mesmo sem dificuldade em identificar a numeração, o verde, amarelo, azul e encarnado sempre foram um entrave para os daltónicos se renderem ao jogo. Mas agora já não.

Há uma nova versão do UNO, mais inclusiva, que permite que todos possam juntar-se em grupo e que os daltónicos joguem sem dificuldades. A solução encontrada é um código que foi desenvolvido por um português.

À primeira vista, o baralho é igual àquele com que sempre jogámos, o que torna a adaptação mais interessante, porque não obriga à alteração de regras ou reconhecimento de novas características.

Mas há uma diferença que faz toda a diferença. Pequenos símbolos, juntos aos números de cada carta, permitem que os daltónicos saibam quais são as cartas verdes, azuis e por aí adiante.

O novo baralho, que aparece 46 anos depois do primeiro, foi desenvolvido de acordo com o sistema de cor ColorADD, criado pelo designer português Miguel Neiva.

O conceito tem como ponto de partida as cores primárias juntamente com preto e branco, a partir das quais foi criada uma forma geométrica básica. A conjugação dos símbolos permite assim representar por figuras todas as cores existentes.

Esta ferramenta, aplicada agora ao jogo, foi um forte impulso no desenvolvimento de melhorias de inclusão, não só nesta área como no setor têxtil e do calçado, entre outros, onde a cor é um dos critérios fundamentais.

Os números mais recentes mostram que 10 por cento da população masculina sofre de daltonismo contra apenas 2 por cento de mulheres. No total, 350 milhões de pessoas em todo o mundo são daltónicas. E agora podem jogar ao UNO.

Veja também
Também tem uma história para contar?
Queremos saber!