Uma pessoa morreu e 19 ficaram feridas durante uma manifestação contra a alt-right nos Estados Unidos
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Um morto no dia em que a extrema direita norte-americana saiu à rua

Pelo menos uma pessoa morreu e 19 outras ficaram feridas depois de um carro ter abalroado um grupo de manifestantes que protestava contra a manifestação do "Unite the Right", um movimento de extrema direita, em Charlottesville, na Virgínia, nos Estados Unidos.

O "Unite the Right" reuniu vários supremacistas brancos, saudosistas nazis, membros do Ku Klux Klan, ativistas da denominada "alt-right" e demais grupos da extrema direita norte-americana que ostentaram abertamente simbologia nazi, ouvindo-se mesmo entre os manifestantes gritos de "Heil, Trump".

A polícia chegou mesmo a considerar esta manifestação ilegal e foi obrigada a recorrer ao uso de gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes que se envolveram em confrontos com outros manifestantes que protestavam contra a extrema direita.

Este incidente aconteceu duas horas depois de o governador da Virgínia, Terry McAuliffe, ter declarado o estado de emergência por causa dos violentos confrontos entre os manifestantes e membros da extrema direita.

O suspeito de ter abalroado os manifestantes em Charlottesville já foi entretanto detido. Numa primeira reação ao acontecimento, Donald Trump tweetou uma série de declarações vagas a condenar "este tipo de violência".

"Condenamos veementemente esta escandalosa demonstração de ódio, intolerância e violência de tantas parte, de tantas partes", afirmou em conferência de imprensa. O presidente norte-americano não condenou especificamente as demonstrações de apoio nazi entre os manifestantes do "Unite the Right" em Charlottesville.

As autoridades também não se manifestaram quanto a este incidente. A polícia de Charlottesville não emitiu qualquer comunicado sobre se o incidente foi intencional ou não.

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