Frigorífico
Foto: Pixabay

O que há no frigorífico de alguém que segue a dieta Paleo?

Dizer que é “comer o que os Homens das cavernas comiam no tempo deles” é a forma mais fácil para definir esta dieta, também conhecida como Paleolítica. Consiste em incluir na alimentação tudo o que o Homem era capaz de caçar ou apanhar na época da pré-agricultura. 

Um dos maiores nomes associados à Dieta Paleo, Robb Wolf, afirma que o nosso corpo está perfeitamente adaptado a este modo de alimentação, pois ainda não tivemos tempo de nos moldar à revolução da agricultura, no que toca à genética

Isto, trocado em miúdos, é como se fosse um regresso às nossas origens, onde comíamos apenas alimentos naturais que podiam ser apanhados ou caçados, sejam de fonte animal ou vegetal. Neste estilo de vida incluem-se as carnes (de preferência de animais de pasto, e não alimentados com ração), peixe, frutos do mar, vegetais, ovos, fruta, frutos secos e sementes. Excluem-se totalmente os grãos, cereais, laticínios, leguminosas, açúcar refinado, alimentos industrializados (ou tudo o que vem em “pacotes”).

Para sabermos em concreto como é que funciona a Dieta Paleolítica, quisemos falar com uma recém seguidora deste tipo de alimentação e espreitámos o frigorífico da Alexandra Teixeira

No meu frigorífico e na despensa há uma mistura de produtos! Desde o leite sem lactose para os miúdos até à bebida de coco para mim. Tenho fruta variada: frutos vermelhos, abacate, melancia, kiwi, etc. Há também gengibre em raiz, óleo de coco para substituir o azeite nos grelhados, legumes, carne, peixe, ovos e frutos secos para matar o bichinho entre refeições, e claro… a pimenta caiena e a canela, pois são alimentos termogénicos que ajudam a acelerar o metabolismo”, conta-nos Alexandra Teixeira. 

A Alexandra começou a seguir a dieta recentemente, mais precisamente desde o início do mês, mas já sentiu as primeiras diferenças que esta dieta tem proporcionado. Para além da balança marcar menos dois quilos, sente que regulou o trânsito intestinal e perdeu volume. 

Comecei a seguir a Paleo depois de ter "cuscado" várias publicações no facebook para perceber, finalmente, em que é que consistia esta alimentação. Decidi experimentar, porque embora tenha conseguido manter um corpo com qual me sentia bem após ter tido dois filhos, em 2012 tive um cancro, e entre quimioterapia, transplante de medula, e por aí, ganhei peso e comecei a fazer retenção de líquidos devido às alterações no meu metabolismo, que acabou por ficar mais lento”, refere.

 

Embora tenha dois filhos, e no total sejam quatro lá em casa, a adaptação foi fácil para Alexandra mesmo que seja a única a seguir a dieta Paleo. 

Em determinadas refeições, por exemplo, se faço massa esparguete para eles, para mim faço courgette espiralizada, entre outras alterações. No que diz respeito a um docinho (porque as crianças por vezes merecem!) aí já opto por receitas Paleo”, explica-nos Alexandra.

Na alimentação de Alexandra, ou na de alguém que siga a Dieta Paleolítica, os alimentos processados e enlatados deixam de fazer parte, e apenas entram aqueles que vão diretamente da “terra para o prato”. 

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