Dietas

A gordura abdominal pode aumentar mortalidade do cancro da mama

O tipo de corpo de uma mulher pode influenciar o tipo de cancro da mama que tem. Esta foi a conclusão de um estudo da Universidade de Shandong, na China, que relacionou o perímetro abdominal com o surgimento de estirpes mais mortais da doença.

Segundo a investigação, as mulheres com silhueta tipo maçã (que costumam ter mais peso na parte superior do corpo) podem desenvolver com maior frequência um tipo mais mortal de cancro do que as mulheres com formato ampulheta ou pêra (que armazenam gordura nas ancas, rabo e pernas).

Os cientistas concluíram que as mulheres que carregam mais peso na parte inferior do corpo podem desenvolver cancro da mama, mas costumam ter uma variante mais facilmente tratada com terapias convencionais.

Isto porque as mulheres com mais gordura abdominal tendem a desenvolver cancro da mama ER-, enquanto as mulheres com um ventre mais liso desenvolvem a estirpe ER+. O cancro da mama ER+ tem recetores positivos de estrogénio, sendo que esta hormona pode influenciar o agravamento da doença, mas pode ser curada com terapia hormonal. Já a ER- dificilmente vai responder a um tratamento hormonal, tornando-se mais fatal.

“Uma razão possível é a gordura subcutânea estar envolvida na produção de estrogénio, que pode promover cancro da mama ER+. A gordura abdominal está mais ligada à resistência à insulina e pode estar mais ligada ao desenvolvimento de cancro da mama ER-“, explicou o autor do estudo, Zhigang Yu, em entrevista ao Daily Mail.

Durante anos os médicos têm ligado a obesidade a um maior risco de cancro, especialmente o do cancro da mama, entre outros risco para a saúde.

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