A competição de Westminster Kennel Dog Club, em Nova Iorque
(Reuters)

Grupo de cães está a ser treinado para detetar tumores malignos

Um grupo de investigadores está a pôr o talento olfativo de cinco cães à prova. A cidade de Kaneyama, no Japão, está a fazer parte de um projeto que usa cães pisteiros para detetar cancros nos humanos.

A cidade tem apenas 6 mil habitantes, mas apresenta uma das mais altas taxas de incidência de cancro do estômago no mundo. Por isto, Kaneyama está a fazer parte de um estudo com cães, para tentar detetar a incidência da doença em estádios iniciais.

Para tal, os habitantes têm apenas de enviar algumas amostras de urina congelada para a Escola Médica de Nippon, em Tóquio, onde cinco cães estão a ser treinados para identificarem quais dos exemplares mostram sinais de tumores malignos.

De acordo com o Mashable, os cientistas estão a apoiar-se na capacidade olfativa dos animais, que têm mais de 300 milhões de sensores nas narinas, enquanto os humanos possuem apenas cinco milhões.

Os investigadores acreditam a urina dos pacientes com cancro tem um cheiro diferente, que não pode ser identificado pelos humanos, mas que não passa despercebido pelos cães.

“Até agora, na nossa investigação, os cães têm conseguido identificar sinais de cancro com uma precisão de quase 100%”, garantiu Miyashita, um dos responsáveis pelo estudo.

Para além destes resultados no Japão, o mesmo estudo teve lugar no Reino Unido no ano passado. O grupo de investigadores ligados à pesquisa afirmou que a taxa de sucesso da experiência foi de 93%.

Durante os treinos, foram colocadas várias amostras de urina, em tigelas, no chão, e apenas uma delas continha células cancerígenas. Os cães foram treinados para tocarem na tigela que apresentava sinais da doença e sentarem-se à frente desta. Repetidamente, os animais acertaram na amostra.

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